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sexta-feira, 2 de maio de 2014
Ginja ou a responsabilidade de cuidar
A Ginja vivia na rua, numa aldeia do Oeste, com outro gatito, o Rocha. Foram recolocados numa colónia em Lisboa, porque o sítio onde viviam era perigoso. Lá andaram os dois, adaptaram-se muito bem depois de terem vivido uns dia numa jaula para minimizar os riscos de irem à procura de outro local. Um e outro criaram laços com as suas cuidadoras e quando a Ginja precisava, porque tinha crises respiratórias frequentes, era tratada.
Até que, depois de desaparecer durante dois ou três dias, a Ginja apareceu com problemas de locomoção, o focinho à banda e, sempre, muito fanhosa. Desde há uns meses está acolhida para tratamento - tem problemas crónicos de ouvidos que lhe provocam descoordenação motora e o tal focinho à banda. Os problemas respiratórios, também crónicos, dão-lhe uma respiração pesada que juntamente com o ronronar, porque a Ginja está sempre a ronronar quando tem companhia humana, parecem o barulho de um motor. De carro antigo, daqueles que são uma preciosidade e que mantemos com muito cuidado e carinho enquanto duram,
A Ginja precisa de uma casa. Onde a cuidem como ela merece, de preferência com muito colo e muitas festas. E, de vez em quando, uma injecçãozinha ou um antibiótico. Para durar muito tempo ou pouco tempo, não importa.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Gastão ou a responsabilidade de acolher
Mais um cão do caso de Odivelas. De uma senhora idosa, doente terminal, os animais não eram nada para a família e, ainda em vida da mãe, os filhos livraram-se deles. Apenas dois gatos foi acolhido pela família, os restantes foram acolhidos por diversas pessoas e associações depois de os terem tentado matar. Sim, a própria família.
Todos acolhidos, não. Porque a capacidade de acolhimento é muito limitada, o Gastão não teve sítio para onde ir e onde o vão pôr? Na rua. À fome, à sede, à mercê do canil, onde acabou por ir parar. Porque em casa, 'estragava a porta da cozinha', mas ' gosto tanto dele', foram as lágrimas de crocodilo de quem o devia proteger e não o fez.
O Gastão está agora protegido num hotel de cães. É um cão sénior muito carente e dócil, sem grandes exigências a não ser a atenção de alguém. Que não lhe faça mal, exigimos nós, porque o G continuaria a querer a atenção de quem lhe fez tanto mal e nunca mais se interessou pelo seu destino.
Todos acolhidos, não. Porque a capacidade de acolhimento é muito limitada, o Gastão não teve sítio para onde ir e onde o vão pôr? Na rua. À fome, à sede, à mercê do canil, onde acabou por ir parar. Porque em casa, 'estragava a porta da cozinha', mas ' gosto tanto dele', foram as lágrimas de crocodilo de quem o devia proteger e não o fez.
O Gastão está agora protegido num hotel de cães. É um cão sénior muito carente e dócil, sem grandes exigências a não ser a atenção de alguém. Que não lhe faça mal, exigimos nós, porque o G continuaria a querer a atenção de quem lhe fez tanto mal e nunca mais se interessou pelo seu destino.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Gomes, uma capinha e um bilhete
Vestido com uma capinha feita à mão e com um bilhetinho, o canito foi abandonado à porta de uma clínica veterinária. Velhote, reguila, sociável com outros cães. Uma família?
domingo, 25 de março de 2012
... e mais um
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Meet Matos Além, o cão velhinho com artroses, insuficiência renal, cataratas, um leve sopro cardíaco. Tirando estar a morrer à fome quando o encontrámos, de resto tudo bem!
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