O Telhas apareceu há um ano na colónia Desgraçada. Passou o mês de Janeiro e parte do mês de Fevereiro em cima de um telhado. Sempre a miar, suponho que à espera de gatas.
Quando finalmente desceu do telhado (nenhuma gata foi ter com ele), percebeu-se que era meigo. Mais tarde, percebeu-se também que é sarrafeiro - deu uma grande sova ao gato Cardeal, à minha frente, e atazanava frequentemente o Peitinho-de-Rola. Um dia, até Dª Glória, a mamã do PdR, teve de defender o seu petiz e gato Telhas afastou-se com muita dignidade e de rabo entre as pernas :D
Hoje dorme debaixo de telhas e será castrado brevemente. A ver se perde o pio, que em Janeiro é muito complicado ser-se macho não castrado!
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sábado, 9 de janeiro de 2010
sábado, 26 de setembro de 2009
Nas nossas barbas :D
Na colónia Desgraçada, costumo deixar a ração em montinhos em cima dos degraus da porta de uma casa. Cada gato que chega escolhe um montinho e lá vão comendo todos. Ontem lá fomos servir o jantar e esperámos um bocado pelo Cardeal, ainda não avistado desde que voltou para a rua. Sentámo-nos no passeio em frente e, entre nós e os gatos, havia vários carros estacionados.
Apareceu uma vizinha, a avó Mantorras, a mais maluca de todas as vizinhas. Devíamos ter estranhado, porque vinha com um saco vazio na mão. A sua única contribuição para a colónia é distribuir umas peles cruas de frango pela rua e faz sempre algum teatro fingindo-se muito amiga dos gatos. Como estava lá o Telhas, o único que gosta de festas e de andar ao colo, a avó Mantorras falava com o gato e de vez em quando baixava-se para, supúnhamos nós, lhe fazer festas.
Apareceu uma vizinha, a avó Mantorras, a mais maluca de todas as vizinhas. Devíamos ter estranhado, porque vinha com um saco vazio na mão. A sua única contribuição para a colónia é distribuir umas peles cruas de frango pela rua e faz sempre algum teatro fingindo-se muito amiga dos gatos. Como estava lá o Telhas, o único que gosta de festas e de andar ao colo, a avó Mantorras falava com o gato e de vez em quando baixava-se para, supúnhamos nós, lhe fazer festas.Não é que, depois da mulher se ir embora, eu fui ver os montinhos da ração e tinham desaparecido?! A avó Mantorras tinha andado a surripiá-los, tapada pelos carros estacionados, enquanto fingia que fazia festas ao Telhas :D
Nas nossas barbas!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Finalmente, na rua!
O gato Cardeal esteve em tratamento todas estas semanas. Quase 5, para recuperar de um abcesso rebentado que lhe tinha destruído toda a bochecha. E para ser zástratado, claro!

Aqui está ele, já muito chateado do cativeiro e com a ferida já minúscula. Foi um doente exemplar e deixou fazer os tratamentos diários para limpar a ferida. À distância :)
Voltou hoje para a rua, mais gordo, e foi recebido pelos restantes membros da colónia, reunidos para jantar. E por uma vizinha coscuvilheira.
Sê livre, velhote!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Castrar machos, porquê?
Uma das perguntas que faz parte da argumentação das vizinhas malidicentes é, invarialmente, porque se operam também os machos de rua. Argumento triunfante para provar as más intenções 'ah!, ah!, não é para controlo da natalidade, os machos não têm filhos'. Para além do óbvio it takes two to tango, há muitas razões: redução da vadiagem à procura de fêmeas em cio, redução ou eliminação da marcação de território (que é desagradável, mesmo na rua), redução ou eliminação das guerras entre machos, reduzindo assim a probabilidade de transmissão de vírus ou de doenças.
Na colónia do Cardeal apenas havia dois machos inteiros, ele e o Telhas (que irá merecer um post só dele, espero). Causa provável do estado em que ficou o gato Cardeal: abcesso rebentado provocado por mordidela. Vi-os, aos dois, numa guerra sem quartel uma noite destas. Tenha ou não sido o Telhas, o Cardeal, gato já maduro, não ficou em bom estado. A pele e a carne necrosadas, pestilentas, foram-lhe hoje retiradas (juntamente com a 'virilidade'), a ferida limpa, ficando vísivel uma enorme cratera. Que felizmente não afecta nenhuma zona sensível, olhos, nariz ou boca, e que vai levar algum tempo a sarar, assim tudo corra bem.
Na colónia do Cardeal apenas havia dois machos inteiros, ele e o Telhas (que irá merecer um post só dele, espero). Causa provável do estado em que ficou o gato Cardeal: abcesso rebentado provocado por mordidela. Vi-os, aos dois, numa guerra sem quartel uma noite destas. Tenha ou não sido o Telhas, o Cardeal, gato já maduro, não ficou em bom estado. A pele e a carne necrosadas, pestilentas, foram-lhe hoje retiradas (juntamente com a 'virilidade'), a ferida limpa, ficando vísivel uma enorme cratera. Que felizmente não afecta nenhuma zona sensível, olhos, nariz ou boca, e que vai levar algum tempo a sarar, assim tudo corra bem.
domingo, 16 de agosto de 2009
O gato Cardeal
O gato Cardeal, cuja foto abaixo representa o típico gato de rua não castrado, apareceu com um ferimento estranho e com mau aspecto: a 'bochecha' em carne viva e um bocado de pele pendurada :(
Foi apanhado hoje, com a preciosa ajuda da SaraN, e amanhã irá ao veterinário para ver o que se pode fazer.
Foi apanhado hoje, com a preciosa ajuda da SaraN, e amanhã irá ao veterinário para ver o que se pode fazer.
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