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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Finalmente, na rua!

O gato Cardeal esteve em tratamento todas estas semanas. Quase 5, para recuperar de um abcesso rebentado que lhe tinha destruído toda a bochecha. E para ser zástratado, claro!


Aqui está ele, já muito chateado do cativeiro e com a ferida já minúscula. Foi um doente exemplar e deixou fazer os tratamentos diários para limpar a ferida. À distância :)
Voltou hoje para a rua, mais gordo, e foi recebido pelos restantes membros da colónia, reunidos para jantar. E por uma vizinha coscuvilheira.
Sê livre, velhote!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Castrar machos, porquê?

Uma das perguntas que faz parte da argumentação das vizinhas malidicentes é, invarialmente, porque se operam também os machos de rua. Argumento triunfante para provar as más intenções 'ah!, ah!, não é para controlo da natalidade, os machos não têm filhos'. Para além do óbvio it takes two to tango, há muitas razões: redução da vadiagem à procura de fêmeas em cio, redução ou eliminação da marcação de território (que é desagradável, mesmo na rua), redução ou eliminação das guerras entre machos, reduzindo assim a probabilidade de transmissão de vírus ou de doenças.

Na colónia do Cardeal apenas havia dois machos inteiros, ele e o Telhas (que irá merecer um post só dele, espero). Causa provável do estado em que ficou o gato Cardeal: abcesso rebentado provocado por mordidela. Vi-os, aos dois, numa guerra sem quartel uma noite destas. Tenha ou não sido o Telhas, o Cardeal, gato já maduro, não ficou em bom estado. A pele e a carne necrosadas, pestilentas, foram-lhe hoje retiradas (juntamente com a 'virilidade'), a ferida limpa, ficando vísivel uma enorme cratera. Que felizmente não afecta nenhuma zona sensível, olhos, nariz ou boca, e que vai levar algum tempo a sarar, assim tudo corra bem.