sexta-feira, 2 de maio de 2014

Ginja ou a responsabilidade de cuidar


A Ginja vivia na rua, numa aldeia do Oeste, com outro gatito, o Rocha. Foram recolocados numa colónia em Lisboa, porque o sítio onde viviam era perigoso. Lá andaram os dois, adaptaram-se muito bem depois de terem vivido uns dia numa jaula para minimizar os riscos de irem à procura de outro local. Um e outro criaram laços com as suas cuidadoras e quando a Ginja precisava, porque tinha crises respiratórias frequentes, era tratada.

Até que, depois de desaparecer durante dois ou três dias, a Ginja apareceu com problemas de locomoção, o focinho à banda e, sempre, muito fanhosa. Desde há uns meses está acolhida para tratamento - tem problemas crónicos de ouvidos que lhe provocam descoordenação motora e o tal focinho à banda. Os problemas respiratórios, também crónicos, dão-lhe uma respiração pesada que juntamente com o ronronar, porque a Ginja está sempre a ronronar quando tem companhia humana, parecem o barulho de um motor. De carro antigo, daqueles que são uma preciosidade e que mantemos com muito cuidado e carinho enquanto duram,

A Ginja precisa de uma casa. Onde a cuidem como ela merece, de preferência com muito colo e muitas festas. E, de vez em quando, uma injecçãozinha ou um antibiótico. Para durar muito tempo ou pouco tempo, não importa.

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