sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Xmas 1. O gato Mendes

De 12 days of Xmas

Os animais não são presentes. Mas querem um presente, este Natal: uma casa e uma família para sempre. 

Parece-me que gato Mendes já terá esse pedido concedido, gato sortudo. 

domingo, 25 de novembro de 2012

Biscuit

O gatinho Biscuit andava a coxear no parque de estacionamento de um Hospital, tão pequenito que mal se via :) Mas alguém viu e aqui está ele, depois de operado a uma fractura na cabeça do femur. Tem também fractura de bacia mas para isso é apenas necessário repouso. Vamos ver se a patita fica operacional e então estará para adopção. Por enquanto, apesar de coxinho, sempre que pode dá grandes corridas.

O Biscuit é um doce, como convém a um gatinho com este nome ;)

Get well soon, little B <3

terça-feira, 20 de novembro de 2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O gato das docas

O Philip Morris apareceu numas docas onde nunca se viram gatos, ao contrário da maioria das restantes docas de Lisboa ou do mundo. Ele, um pratinho de comida e uma taça de água, reabastecidos todos os dias. Muito meigo quando na rua, agressivo quando enjaulado ou na presença de outros gatos, vai ser castrado e voltar para a rua. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Gomes, uma capinha e um bilhete

Vestido com uma capinha feita à mão e com um bilhetinho, o canito foi abandonado à porta de uma clínica veterinária. Velhote, reguila, sociável com outros cães. Uma família?

sábado, 20 de outubro de 2012

Babalu, pequenito atrevido

O pequeno Babalu andava a deambular pela rua, coisa nada adequada para um gatinho desta idade. Esperto como é, devia andar à procura de uma família como deve ser, daquelas que dão carinho, abrigo e não deixam os gatos por aí desamparados, sejam eles pequenos ou grandes.




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Manuel António Pina 1943-2012

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem


Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos


"Os gatos", de Manuel António Pina
(in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011)  
Fotos: Clara Azevedo/CLICKLIGHT

domingo, 7 de outubro de 2012

Gatos do Oeste

Em férias também aparecem gatos. Dois gatos sem dono e sem futuro ali, que se mudaram para Lisboa. Depois de esterilizados, vão agora viver na colónia da Canela. Esperemos que por lá fiquem, que ficam bem.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Adeus, Matos!

Ontem Matolas deixou-nos, descansou enfim aquele corpo velho e gasto e assim terminou uma vida longa e feliz. Porque Matolas foi certamente feliz antes de o encontrarmos e espero que o tenha sido também, até ontem, connosco. Estava de bem com a vida e com o que a vida lhe dava. Dava-se bem com cães, com gatos e com pessoas. Deixava fazer todos os tratamentos, ficou num pátio como ficou numa casa, deixava gatinhos insuportáveis brincarem-lhe com a cauda e passarem-lhe por cima, nunca deu uma patada ou teve um momento de revolta. Há um tempo para tudo, a resistência e força infinitas que Matos, cão garboso, tinha na sua cabecinha e na sua cauda a dar a dar, não foram suficientes para tanta maleita que lhe afectava o corpo. E ajudámo-lo a partir…



Mila Malandreco, miador eterno, tem agora a companhia de Matolas, surdo que nem uma porta. Partiram como viveram: um a refilar, há 3 anos quase ao dia; o outro, serenamente. Tolas pode agora andar sempre em frente, sempre a subir, não haverá ninguém para o fazer mudar de direcção nem artroses a fazerem-lhe falhar as patas. Miles, também ele caminhante entusiástico, segui-lo-á com o seu andar dengoso sempre conversando, um amigo que nunca lhe vai dizer ‘Cala-te, Miles!’. Podem partilhar frango assado, bifes crus e junk food. Enfim, a match made in heaven <3>

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A família von Trapp

Uma família sem abrigo que está agora abrigada. 3 laranjinhas e 3 tigradinhos e uma mamã deliciosa. Todos para adopção!

domingo, 12 de agosto de 2012

Carlinhos tripata

O Carlinhos é o único macho que não foi capturado na colónia da Canela nos idos de Fevereiro do ano passado. Apareceu há umas semanas com uma pata pendurada e foi agora finalmente capturado. A pata teve de ser amputada. Voltará para a colónia quando tirar os pontos e esperamos que não seja dificil a adaptação. Afinal, a pata já não estava operacional...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Carochinha, uma gatinha atrevida

A Carochinha e a sua mana Formiguinha viviam numa zona industrial para onde fugiu a gata de uma amiga. Fomo-las vendo noite após noite, pequenitas e sós. Alimentámo-las e acabámos por as recolher. Teriam 4 ou 5 meses, no máximo. A Carochinha foi engordando sem que suspeitássemos de nada. Até ao dia em que olhámos com atenção: aquilo uma gata grávida. E precocemente atrevida! O problema resolveu-se e a Carochinha é agora uma jovem gatinha, ainda de tamanho pequeno, à espera de casa.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Uma barriga gorda

Um gato muito querido, que ficou meigo depois de uma fuga atribulada. Durante a qual até foi atingido por um chumbo de caçadeira.

Para adopção, claro!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Família von Trapp

De Tantos gatos!
Mais uns dias, e se se mantiverem saudáveis, os pequenitos estão para adopção. 5 gatinhos e uma gatinha; depois será a vez da mamã, que tem de engordar e de ser esterilizada. Lindos, todos!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Despejos

Alguém anda a despejar gatos já operados na colónia Desgraçada.

A colónia Desgraçada, por onde começou este blog há 5 anos, era uma colónia de gatos doentes, sem acesso a comida decente e que viviam numa zona suja e mal cheirosa. Apesar de todas as dificuldades iniciais, que se mantiveram durante anos, é agora uma colónia estável com tendência para redução, os gatos estão gordos e bem tratados, não há porcaria nem maus cheiros (que não os provocados pelos humanos). Foi legalizada. As vizinhas, que tanto se opuseram às capturas, são agora vigilantes atentas e gostam do resultado final.

Há cerca de 3 meses apareceu, fugazmente, um gato (gata?) novo na colónia. Como, além dos gatos residentes iniciais, têm aparecido gatos pontualmente ao longo dos anos (o Mirante, o Telhas, a Remédios), preparei-me para capturar o novo gato. Estava sempre escondido num barraco ou então em fuga pelas ruas, o que não lhe daria um futuro muito longo. Não se aproximava dos outros gatos e não o vi a comer. Numa das 2 ou 3 vezes que o vi, percebi que tinha a orelha cortada e ainda pensei se viria de outras colónias ali perto, também todas operadas. Que eu saiba, não vinha. Nunca mais o vi.

Há duas semanas, nova gata no pedaço. Desta vez, uma gata azul muito magra, muito assustada, sempre escondida numa casa em ruínas, aparecendo a medo para comer e sendo afugentada pelos gatos residentes. Uma das vigilantes atentas sugeriu que fosse a Francisca Cinza, mas não podia ser: pelo aspecto físico e pela forma de estar, que a Francisca Cinza não se assusta com nada. Vista melhor, tem a barriga rapada e uma orelha cortada. Juntando 1+1, alguém anda a despejar gatos operados na colónia Desgraçada. É um sítio muito visível, há muta gente que conhece a localização da colónia. Não haverá alguma ‘ética TNR’ que impeça esta prática porque, por exemplo, é quase nula a probabilidade de sobrevivência de gatos despejados assim em condições desconhecidas e adversas? Qual é o sentido de operar gatos, para lhes melhorar a vida e depois abandoná-los nestas circunstâncias? Talvez por ignorância/esperteza – ‘aqui têm comida e abrigo!’, ‘eles sobrevivem, são gatos de rua!’. Não, não sobrevivem. Não conhecem o sítio, não são aceites, não os deixam partilhar a comida, correm o risco muito real de serem atropelados.

Estatisticamente, mesmo quando bem planeadas e com tempo de habituação ao novo sítio, as recolocações de gatos só têm 30% de probabilidade de sucesso. Não planeadas, feitas com ignorância, são uma sentença de morte para os gatos. Mas quem faz isto não sabe ou não quer saber. Pobres gatos!