quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Carochinha, uma gatinha atrevida
A Carochinha e a sua mana Formiguinha viviam numa zona industrial para onde fugiu a gata de uma amiga. Fomo-las vendo noite após noite, pequenitas e sós. Alimentámo-las e acabámos por as recolher. Teriam 4 ou 5 meses, no máximo. A Carochinha foi engordando sem que suspeitássemos de nada. Até ao dia em que olhámos com atenção: aquilo uma gata grávida. E precocemente atrevida! O problema resolveu-se e a Carochinha é agora uma jovem gatinha, ainda de tamanho pequeno, à espera de casa.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Uma barriga gorda
Um gato muito querido, que ficou meigo depois de uma fuga atribulada. Durante a qual até foi atingido por um chumbo de caçadeira.
Para adopção, claro!
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Família von Trapp
| De Tantos gatos! |
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Despejos
Alguém anda a despejar gatos já operados na colónia Desgraçada.
A colónia Desgraçada, por onde começou este blog há 5 anos, era uma colónia de gatos doentes, sem acesso a comida decente e que viviam numa zona suja e mal cheirosa. Apesar de todas as dificuldades iniciais, que se mantiveram durante anos, é agora uma colónia estável com tendência para redução, os gatos estão gordos e bem tratados, não há porcaria nem maus cheiros (que não os provocados pelos humanos). Foi legalizada. As vizinhas, que tanto se opuseram às capturas, são agora vigilantes atentas e gostam do resultado final.
Há cerca de 3 meses apareceu, fugazmente, um gato (gata?) novo na colónia. Como, além dos gatos residentes iniciais, têm aparecido gatos pontualmente ao longo dos anos (o Mirante, o Telhas, a Remédios), preparei-me para capturar o novo gato. Estava sempre escondido num barraco ou então em fuga pelas ruas, o que não lhe daria um futuro muito longo. Não se aproximava dos outros gatos e não o vi a comer. Numa das 2 ou 3 vezes que o vi, percebi que tinha a orelha cortada e ainda pensei se viria de outras colónias ali perto, também todas operadas. Que eu saiba, não vinha. Nunca mais o vi.
Há duas semanas, nova gata no pedaço. Desta vez, uma gata azul muito magra, muito assustada, sempre escondida numa casa em ruínas, aparecendo a medo para comer e sendo afugentada pelos gatos residentes. Uma das vigilantes atentas sugeriu que fosse a Francisca Cinza, mas não podia ser: pelo aspecto físico e pela forma de estar, que a Francisca Cinza não se assusta com nada. Vista melhor, tem a barriga rapada e uma orelha cortada. Juntando 1+1, alguém anda a despejar gatos operados na colónia Desgraçada. É um sítio muito visível, há muta gente que conhece a localização da colónia. Não haverá alguma ‘ética TNR’ que impeça esta prática porque, por exemplo, é quase nula a probabilidade de sobrevivência de gatos despejados assim em condições desconhecidas e adversas? Qual é o sentido de operar gatos, para lhes melhorar a vida e depois abandoná-los nestas circunstâncias? Talvez por ignorância/esperteza – ‘aqui têm comida e abrigo!’, ‘eles sobrevivem, são gatos de rua!’. Não, não sobrevivem. Não conhecem o sítio, não são aceites, não os deixam partilhar a comida, correm o risco muito real de serem atropelados.
Estatisticamente, mesmo quando bem planeadas e com tempo de habituação ao novo sítio, as recolocações de gatos só têm 30% de probabilidade de sucesso. Não planeadas, feitas com ignorância, são uma sentença de morte para os gatos. Mas quem faz isto não sabe ou não quer saber. Pobres gatos!
A colónia Desgraçada, por onde começou este blog há 5 anos, era uma colónia de gatos doentes, sem acesso a comida decente e que viviam numa zona suja e mal cheirosa. Apesar de todas as dificuldades iniciais, que se mantiveram durante anos, é agora uma colónia estável com tendência para redução, os gatos estão gordos e bem tratados, não há porcaria nem maus cheiros (que não os provocados pelos humanos). Foi legalizada. As vizinhas, que tanto se opuseram às capturas, são agora vigilantes atentas e gostam do resultado final.
Há cerca de 3 meses apareceu, fugazmente, um gato (gata?) novo na colónia. Como, além dos gatos residentes iniciais, têm aparecido gatos pontualmente ao longo dos anos (o Mirante, o Telhas, a Remédios), preparei-me para capturar o novo gato. Estava sempre escondido num barraco ou então em fuga pelas ruas, o que não lhe daria um futuro muito longo. Não se aproximava dos outros gatos e não o vi a comer. Numa das 2 ou 3 vezes que o vi, percebi que tinha a orelha cortada e ainda pensei se viria de outras colónias ali perto, também todas operadas. Que eu saiba, não vinha. Nunca mais o vi.
Há duas semanas, nova gata no pedaço. Desta vez, uma gata azul muito magra, muito assustada, sempre escondida numa casa em ruínas, aparecendo a medo para comer e sendo afugentada pelos gatos residentes. Uma das vigilantes atentas sugeriu que fosse a Francisca Cinza, mas não podia ser: pelo aspecto físico e pela forma de estar, que a Francisca Cinza não se assusta com nada. Vista melhor, tem a barriga rapada e uma orelha cortada. Juntando 1+1, alguém anda a despejar gatos operados na colónia Desgraçada. É um sítio muito visível, há muta gente que conhece a localização da colónia. Não haverá alguma ‘ética TNR’ que impeça esta prática porque, por exemplo, é quase nula a probabilidade de sobrevivência de gatos despejados assim em condições desconhecidas e adversas? Qual é o sentido de operar gatos, para lhes melhorar a vida e depois abandoná-los nestas circunstâncias? Talvez por ignorância/esperteza – ‘aqui têm comida e abrigo!’, ‘eles sobrevivem, são gatos de rua!’. Não, não sobrevivem. Não conhecem o sítio, não são aceites, não os deixam partilhar a comida, correm o risco muito real de serem atropelados.
Estatisticamente, mesmo quando bem planeadas e com tempo de habituação ao novo sítio, as recolocações de gatos só têm 30% de probabilidade de sucesso. Não planeadas, feitas com ignorância, são uma sentença de morte para os gatos. Mas quem faz isto não sabe ou não quer saber. Pobres gatos!
domingo, 29 de julho de 2012
Bones
O Bones foi encontrado à noite num dos acessos à ponte 25A em Alcântara, deitado no alcatrão sem se mexer. Foi recolhido e internado, muito fraquinho, hipotérmico, os olhos numa desgraça, imensa diarreia. Um esqueleto. Conseguiu recuperar bastante bem mas os olhos não vão ficar bons. De um deles já não deve ver nada, no outro tem uma sombra vítrea. É muito meiguinho e sossegado. E em princípio já tem uma óptima casa!
terça-feira, 10 de julho de 2012
Sete vidas têm os gatos... mais de oito, o cão Matos
Remember Matos Além? Pois entre a ideia utópica de ser um cão perdido, de quem alguém andaria à procura, e a ideia utópica seguinte de poder vir a ser adoptado, a realidade é que o Matolas ficará por aqui e ali até ao fim, até estar além.
O Matos tem uma insuficiência renal crónica e não estável; desde há quase 3 meses esteve várias vezes bem perto de dizer adeus. Mas quê? Continua a resistir, mais trôpego e mais magro, com um brilhozito no olho e a cauda a abanar. Reduzido a alimentação por sonda, para tentar controlar a insuficiência renal, com soro quase diário, o velhote não partirá enquanto se animar com os treats extra sob a forma de frango assado.
Carpe diem!
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| De Matos Além a.k.a o Caco |
O Matos tem uma insuficiência renal crónica e não estável; desde há quase 3 meses esteve várias vezes bem perto de dizer adeus. Mas quê? Continua a resistir, mais trôpego e mais magro, com um brilhozito no olho e a cauda a abanar. Reduzido a alimentação por sonda, para tentar controlar a insuficiência renal, com soro quase diário, o velhote não partirá enquanto se animar com os treats extra sob a forma de frango assado.
Carpe diem!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Quem porfia sempre alcança!
A gata Cinza anda na rua há muitos anos, muito mais de 6. Muitas pessoas tentaram apanhá-la e nunca conseguiram, a L. ia-lhe dando a pílula...

Este ano, já a gata Cinza se aproximava mais e até já tinha mais um nome, Francisca, começou a parecer doente e foi finalmente capturada. Foi esterilizada e tratada ao mycoplasma, voltou para a rua o mais rapidamente possível. Não tão rápido quanto a Francisca Cinza queria, que o mycoplasma demora a tratar, mas foi o que se arranjou :-)

Este ano, já a gata Cinza se aproximava mais e até já tinha mais um nome, Francisca, começou a parecer doente e foi finalmente capturada. Foi esterilizada e tratada ao mycoplasma, voltou para a rua o mais rapidamente possível. Não tão rápido quanto a Francisca Cinza queria, que o mycoplasma demora a tratar, mas foi o que se arranjou :-)
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| De Tantos gatos! |
sábado, 7 de julho de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Crise, que crise!
Em alturas de muita dificuldade, lembre-se que o seu animal depende de si e qualquer solução que implique separação é dolorosa para si e para ele. Acima de tudo, tenha esperança, os dias difíceis vão passar e serão ainda mais difíceis se tiver de abdicar de um membro da família. Se for preciso, peça ajuda. Fazendo compras de forma sensata, recorrendo a amigos, estando atento, o seu amigo pode ficar consigo e continuará consigo quando dias mais brilhantes chegarem.
Quanto a custos com alimentação, areia e desparasitantes pode comprar ração de menor qualidade, comprar por grosso, comprar em grupo, comprar on-line. Deve fazer sempre comparação de preços e aproveitar promoções. Dá algum trabalho mas consegue baixar despesas fixas em quase 40%!
Nos custos com veterinários, pode discutir com o veterinário dos seus animais um plano de vacinações menos frequentes mantendo a segurança. Para minorar o risco de despesas extraordinárias, deve estar atento a alterações no comportamento e na vida do seu animal, actuando antes da situação piorar. Pode também fazer um seguro (aumentando os custos regulares, sim) que o proteja de despesas avultadas com tratamentos, internamentos, cirurgias.
Se não conseguir mesmo manter o seu animal de estimação consigo, procure uma alternativa temporária ou definitiva. Faça-o com tempo: divulgue junto de conhecidos e familiares, através de mail, redes sociais, fóruns sobre animais, clínicas veterinárias. Aconselhe-se na escolha de eventuais adoptantes a quem possa confiar o seu amigo (veja aqui).
Pode pedir ajuda, quando houver situações que não consegue ultrapassar sózinho. Amigos, familiares ou desconhecidos podem surpreendê-lo agradavelmente :)
Quanto a custos com alimentação, areia e desparasitantes pode comprar ração de menor qualidade, comprar por grosso, comprar em grupo, comprar on-line. Deve fazer sempre comparação de preços e aproveitar promoções. Dá algum trabalho mas consegue baixar despesas fixas em quase 40%!
Nos custos com veterinários, pode discutir com o veterinário dos seus animais um plano de vacinações menos frequentes mantendo a segurança. Para minorar o risco de despesas extraordinárias, deve estar atento a alterações no comportamento e na vida do seu animal, actuando antes da situação piorar. Pode também fazer um seguro (aumentando os custos regulares, sim) que o proteja de despesas avultadas com tratamentos, internamentos, cirurgias.
Se não conseguir mesmo manter o seu animal de estimação consigo, procure uma alternativa temporária ou definitiva. Faça-o com tempo: divulgue junto de conhecidos e familiares, através de mail, redes sociais, fóruns sobre animais, clínicas veterinárias. Aconselhe-se na escolha de eventuais adoptantes a quem possa confiar o seu amigo (veja aqui).
Pode pedir ajuda, quando houver situações que não consegue ultrapassar sózinho. Amigos, familiares ou desconhecidos podem surpreendê-lo agradavelmente :)
domingo, 25 de março de 2012
... e mais um
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Meet Matos Além, o cão velhinho com artroses, insuficiência renal, cataratas, um leve sopro cardíaco. Tirando estar a morrer à fome quando o encontrámos, de resto tudo bem!
sábado, 10 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
A história da Alma e dos 7 anões
A Alma era uma gata de casa que o dono não esterilizou e assim nasceram 4 pequenitos que o dono não quis. Uma amiga assegurou-lhe que arranjaria donos para os bebés, de forma a que não tivessem o pior destino logo à nascença. Entretanto, apareceram outros 3 pequenitos sem mamã e mamã Alma aceitou-os e amamentou-os. Estes pequenitos vinham muito corizentos e todos os outros bebés ficaram também doentes. O que foi demais para o dono da mamã que a entregou, mais os 7 pequenitos, à tal amiga.
Tão mal estavam que tiveram de ser internados, os 3 filhotes postiços ou entregues a uma família que tinha tempo e conhecimentos suficientes para os tratar como deve ser, os 4 filhotes verdadeiros, quase em risco de cegar. Mamã Alma encontrou outra casa, os 3 filhotes postiços também e os 4 filhotes verdadeiros, entre corizas e quarentenas, foram-se eternizando sem encontrar família definitiva. Talvez também por incompetência, gatinhos mais tontos e mais meigos!
Foi Pam, a única menina, que encontrou primeiro a sua família para sempre, em Novembro do ano passado. Os três tigraditos gémeos foram ficando, ficando e manifestando as suas manias de jovens inconscientes: o Tim, a água; o Tom, as vassouras; o Jim(bras), o terror de pessoas desconhecidas. Todos juntos mais a sua amiga Bolacha lançavam o caos por onde passavam. E deixaram um grande vazio quando, por fim, um após outro após outro, foram sendo adoptados <3
Sejam felizes, mamã Alma e os seus 7 anõezinhos!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Centeio - procurou-se e encontrou-se :)
Depois da saga para encontrar a gata em fuga de uma amiga, seguiu-se uma epopeia para encontrar o grande Centeio, que se escapou por uma janela que não devia estar aberta. Dias e dias sem nenhum sinal, com pistas que não levavam a lado nenhum a não ser a encontrar mais gatos de rua a precisar de ajuda.
E ao fim de 10 dias, o Centeio volta para a casa de onde fugiu. Maltratado pela vida dura que terá levado nos quintais onde terá estado escondido todo este tempo. Voltou mais meiguinho, tal o susto que terá passado.
Sê bem-vindo, Centeio!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Garrett
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P.S. foi apanhado com armadilha só por questões de segurança, que veio ao colo da senhora que o alimentava na rua, só não quis entrar na transportadora ;)
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Legalização de colónias de gatos de rua
Neste início de ano, os gatos de rua que aqui vão aparecendo tiveram a sua existência reconhecida oficialmente! Não que tenham BI mas quase: a CML legalizou as 6 colónias onde vivem, há cuidadores responsáveis, estão identificados os gatos, estão estabelecidas as regras para minimizar os impactos negativos da existência destas colónias na vida dos humanos e, onde aplicável, está autorizada a permanência em espaços particulares pelo respectivo proprietário (está ou vai estar ou está implicitamente e terá de passar a estar explicitamente).
É um processo que recomendo a quem faz TNR nas ruas de Lisboa, tanto para protecção dos gatos (hopefully!) já operados e devolvidos à rua como pela colaboração que os serviços da Câmara podem dar quanto a capturas e cirurgias, que não foi necessária no caso destes conjuntos de gatos. Colaboração até mesmo na ajuda que os colaboradores da Câmara podem dar para convencer os alfacinhas mais renitentes à convivência com a gataria :)
É um processo que recomendo a quem faz TNR nas ruas de Lisboa, tanto para protecção dos gatos (hopefully!) já operados e devolvidos à rua como pela colaboração que os serviços da Câmara podem dar quanto a capturas e cirurgias, que não foi necessária no caso destes conjuntos de gatos. Colaboração até mesmo na ajuda que os colaboradores da Câmara podem dar para convencer os alfacinhas mais renitentes à convivência com a gataria :)
sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
2011 em números (de bigodes!)
Este ano conseguimos intervir com sucesso em 3 colónias de dimensão considerável e num quintal cheio de gatinhas grávidas. Uma das colónias, a colónia da Canela, é agora uma colónia exemplar com abrigo para colocar a ração e tudo! Na segunda colónia, a do Sake (ou a do fim do mundo), ainda falta capturar 2 gatos; na do Roberto, falta apenas um. Infelizmente, o ‘protector’ de uma das gatas de outra colónia miserável prefere que a gata e os gatinhos que vão nascendo corram o risco quase certo de serem atropelados; apesar de (ou por causa de?) a gata protegida por esse génio ter sido operada e devolvida à rua, o génio e respectiva família aos berros impediram-nos de capturar mais gatos.
Iniciou-se o processo de legalização destas e das colónias anteriores junto da CML.
Operados e devolvido à rua, 38 gatos. Adoptados, 17. 2 gatinhas foram operadas e voltaram para casa dos donos. Colocados em gatil, 6. Partiram 2, a Dodot e a Maçã, que nem chegou a ser apresentada :’(
Estão para adopção 8 gatos: temos os plurianuais Bonnie e Gastão (já passam para o 3º ano civil de pendurice), Tareco, Mendes, Centeio, Pompeu, 71 e Benedita.
Foram esterilizadas 38 gatas e castrados 25 gatos, o que foi muito bom!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Uma adopção improvável
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Sê esperto, gatucho!
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