
O Peitinho de Rola, gato de rua, partiu. Estava doente e eu sem saber o que ele tinha, sem sequer o conseguir apanhar. Magrinho, sem comer, pêlo feio, o PdR que sempre foi um gato garboso e lindo, apesar de todo torto. Quando consegui finalmente apanhá-lo, já era tarde, estava demasiado fraco para conseguir recuperar. Se é que conseguiria recuperar – foi-lhe diagnosticado megacolon, num estado avançadíssimo. Doença difícil de controlar num gato de casa, ainda mais o seria num gato de rua.

Por outro lado, o Telhas, grande inimigo do PdR, foi adoptado. Vamos ver como se adapta à sua nova família. O Telhas é um gato muito meigo, voluntarioso como todos os gatos. Muito miador, também. Espero que tenha uma oportunidade na sua vida.



Hoje, também, um pombo ficou preso na vidraça de uma janela, no 3º andar de uma casa abandonada, em Lisboa. Desde manhã, lá estava o pobre bicho, de cabeça para baixo, a tentar livrar a pata presa e ninguém fez nada. À tarde, uma senhora viu-o e chamou os Bombeiros. Que acorreram à chamada, com os meios necessários - vários bombeiros e dois carros, um com uma escada manual, outro com uma escada automática - e lá livraram o pombo da sua prisão. 
Apareceu uma vizinha, a avó Mantorras, a mais maluca de todas as vizinhas. Devíamos ter estranhado, porque vinha com um saco vazio na mão. A sua única contribuição para a colónia é distribuir umas peles cruas de frango pela rua e faz sempre algum teatro fingindo-se muito amiga dos gatos. Como estava lá o Telhas, o único que gosta de festas e de andar ao colo, a avó Mantorras falava com o gato e de vez em quando baixava-se para, supúnhamos nós, lhe fazer festas.


Passou a chamar Bi-toque, por causa do barulho que faz quando anda :D
