quarta-feira, 1 de abril de 2009

Uma bela colheita

Fotografias (pobres) dos meninos Rosinha, gatitos de bela colheita que começaram ontem a andar :)

Pinot - o mais bonito e mais molenga

Merlot - aventureiro e explorador



Syrah - muito despachada, a única menina da ninhada


E a família Rosinha completa


Madame Rosinha é um amor: meiga, meiga, meiga!

terça-feira, 31 de março de 2009

Um monte de ossos com tinha :(

A Cláudia encontrou à porta de casa, há dois dias, um gatito amarelo com aspecto desgraçado. Levámo-lo ao veterinário e ainda lá está. E estará mais algum tempo, se se aguentar.

Topázio dia#2

Vou ver se me lembro de todas as maleitas: coriza, gengivite, ácaros, ureia sky high, creatinina elevadíssima, anemia, hipotermia. E tinha da ponta das orelhas à ponta da cauda. Está a soro e a tomar um cocktail de medicamentos.

Ontem, nem levantava a cabeça. Hoje já levanta a cabeça e deu uns miados. Torcendo para que o Topázio recupere!

segunda-feira, 30 de março de 2009

60

Com a família Rosinha e dois acertos de contas, chegámos aos 60. Os acertos de conta são gatos que não foram incluídos na altura certa: a cotinha Thera, de quem já falámos muito, e o juvenil Dixie, este nem teve honras de um post só para ele.

Dixie

O Dixie foi abandonado numa ETAR de Lisboa, esteve dois dias na minha casa de banho, foi castrado e esteve depois numa FAT nossa amiga. Foi adoptado em pouco tempo e está óptimo – estava e está sempre esfomeado, é lindíssimo e simpático. Tudo isto aconteceu há quase um ano e o relato foi completamente esquecido porque tínhamos outros casos em mãos.

Acertadas as contas, t(iv)emos:

- idade: 7 adultos e 3 bébés;
- sexo: 3 fêmeas e 4 machos (faltam os meninos Rosinha que ainda não sabemos o que são);
- situação: 3 TNR, 3 adoptados e 4 em trânsito.

And counting... amanhã teremos mais!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Rosinha e família

Eu e a Luísa fomos contactadas por causa de um homem que tinha dois gatos e uma gata grávida e que os queria pôr na rua. Combinámos que nos traria os gatitos, para que pudessem ir para adopção, mas trouxe-nos apenas a fêmea (que entretanto já tinha parido) e três bébés de cerca de uma semana. Contou que os dois machos afinal iriam para casa dos pais da namorada (que por sinal é bastante alérgica, daí os gatos terem de sair). Enfim, uma história bastante mal contada...


Entretanto, apresentamos a Rosinha (gata adorável e ronroneira) com a sua prole. Estarão para adopção daqui por mais ou menos dois meses. Candidatos? :)





Gastão já tem casa!

Pois é, apesar do seu problema na boca, o nosso gato-urso foi adoptado!
As primeiras notícias foram boas, o Gastão estava a adpatar-se muito bem à nova casa e à nova família.
Esperemos que seja feliz!

segunda-feira, 9 de março de 2009

... e alguns cães!

Algum dia havíamos de diversificar! Até agora, falámos e tratámos exclusivamente de gatos. Hoje apresentamos dois canitos que protegemos e que estão para adopção. O Dingo e o Brownie.


O Dingo vivia numa oficina, a oficina fechou e o Dingo ficou na rua. Um dia destes, nessa rua, abandonaram o Brownie. Dão-se muito bem e estão num hotel de cães, protegidos. O Dingo terá 5 ou 6 anos, é de porte médio-grande e um cão calmo. O Brownie é pequenito, novito e estouvadito.

domingo, 8 de março de 2009

Uma doença com muitas sílabas

O Gastão, gato em trânsito, foi ao veterinário e tem um granuloma eosinófilo. Um palavrão para infecções que se podem manifestar em muitas partes do corpo; no caso do Gastão, na boca. Está a ser tratado e a responder bem à medicação. Os potenciais adoptantes foram avisados da situação, em princípio crónica.


Gastão ao colo

Tirando isso, o gatão está óptimo!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um gato preto

Desta vez, apanhámos um gato preto (dos poucos que há por aqui :D). É o Corvo II (o Corvo I desapareceu há muito), foi operado hoje e irá à sua vida amanhã.


Corvo II



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Visitas #1

Temos andado a visitar os nossos ex-penduras. Já visitámos o Jota (Tobias), a Mistral (Joana), o Albanito (a Yumi) e o Domingos Trapito (Trapito).

A Joana tem agora mais duas gatinhas de olhos azuis para brincar e tem predilecção pelos elementos masculinos da família. Mantém um feitiozinho próprio dos vestígios siameses que tem no sangue :D

Joana

O Sr. Jota Tobias está mais magro – ou menos gordo!, e continua a ser adorado pela G. Claro que, como os restantes ex-penduras, se retirou apressadamente quando nos viu.

Tobias

A Yumi está enorme, com o pêlo muito brilhante, e vai ser esterilizada brevemente (tal como a Joana). Tem dois felinos por aios!

Yumi

O Trapito está grande, bem tratado e tem uma companheira felina muito simpática e meiga.

Trapito

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mais outro

Continuamos a tentar apanhar uma gata e só nos saem duques! O duque que nos saiu agora é de tamanho XXL, gatarrão classic tabby: o Gastão.



Gastão


Segundo histórias de vizinhas, será um gato de casa que vinha à rua e na rua o deixaram, quando a dona engravidou. No Verão, começou a aparecer na Colónia Desgraçada.

Vai ser operado amanhã. Meigo?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Mais dois operados

A Má foi operada e voltou para a rua. Não é completamente fera mas não vale a pena tentar sociabilizá-la, há tantos gatos meigos sem casa. Continua a ser a primeira a comer a sua refeição nocturna, recebe-me sem bufar e vai ser feliz assim :)


A Má



Entretanto, enquanto tentávamos apanhar outra fêmea (algumas noites de frio e chuva e a rapariga, nada!), entrou na armadilha um gato que eu só tinha visto uma vez. Amarelo, fera e com uma cauda ridícula, de tão minúscula. O Sol foi também operado e já voltou à rua.


Sol Côtto

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A cotinha

A 'nossa' cotinha Thera, adoptada pela F., teve de ser novamente operada. Cerca de 2 meses depois da primeira operação, em que retirou 3 tumores mamários, apareceram agora novos. A operação correu bem, foi removida uma cadeia mamária e mais um tumor e a Thera está agora em recuperação.

domingo, 18 de janeiro de 2009

A Má > Amá > Amália :)

A Má é uma gata novinha que apareceu há alguns meses na colónia da casa abandonada. Passou a ser chamada Má porque dava patadas em todos os outros gatos, que nem se atreviam a comer antes dela. Para os humanos, deixava fazer festas e vinha ter comigo quando eu ia distribuir a comida. Como tem sido díficil capturar gatos nesta colónia (vidé o tema 'vizinhos), começou a tomar a pílula até termos oportunidade de a apanharmos.

A Má

Apanhámo-la ontem, apenas com uma transportadora. Vai ser operada amanhã. Será que se mostra meiga em cativeiro? :s

sábado, 27 de dezembro de 2008

50

Chegámos aos 50. Gatos, não idade :) Dos últimos 8 gatos tivemos:

- sexo: 2 machos e 6 fêmeas;

- idade: 7 adultos e um(a) bébé;

- situação: 3 adoptados e 5 TNR.

Dos anteriores 7 em trânsito, 4 foram adoptados (Mistral, Suão, Aura e Quico), 2 eutanasiados (os queridos Sirocco e Zéfiro), um mantém-se em trânsito, o Luigi Encalhado. Que, a propósito, já não é um bébé, já foi castrado e continua doido e simpático.

Os gatos do jardim

Num jardim de um palacete de Lisboa chamaram o canil para retirar os gatos vadios que lá havia. Os funcionários do canil conseguiram capturar 5 e imagina-se o que sofreram antes de serem abatidos. Num jardim repleto de caixas para matar ratazanas. It makes a lot of sense!

A Cláudia conseguiu autorização para retirar os gatos que restavam e capturámos três:
Os gatos do jardim
a Farrusca, o Tareco e a Bolinhas

Ferals como não há muitos, foram operados e soltos numa das 'nossas' colónias. Esperamos que se mantenham por lá mas, pelo menos, demos-lhes uma oportunidade de viver.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Quico Patolas, adoptado (sort of)!


O Quico foi adoptado. Muitos meses e alguns quilos depois das suas aventuras, tem uma casa com mais três malvadinhos peludos. Não se dão muito bem, mas é o que se arranja.
Vamos ver se se porta bem e se emagrece um bocado :D

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A Ritz

Mais uma gatita perdida, abandonada (?). Andava há alguns dias naquela rua, confirmaram as pessoas que lá vivem, que não a conheciam de lado nenhum, mas também não a ajudaram. Estava magrinha e tinha uma coleira. Foi recolhida por uma FAT amiga e foram distribuídos cartazes na tentativa de encontrar o dono.


Tem 1 ou 2 anos, é muito bonita e tem mau-feitio :D Marcou-se uma OVH mas já estava esterilizada. Não ficou para adopção, porque a Família de Acolhimento Temporário vai ser Família de Acolhimento Definitivo.
Happy end!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Conto de Natal

Capítulo I - Tenho um gato em casa

No final do dia 25 de Dezembro de 2003 voltei para casa, depois de ter ido passar o Natal com a minha família.
Abri a janela para arejar a casa, e por acaso olhei para fora. Num telhado junto à janela do andar de baixo estava um gato, que eu nunca tinha visto ali. Pensei que ele se fosse embora, mas no dia seguinte ainda lá estava, e no outro também.
Fiquei preocupada, ele não tinha nem comida nem água. Comecei a pendurar pratinhos com comida e água, e a seguir atirei um saco de desporto aberto, com mantinhas lá dentro, porque estava tanto frio... Um dia, alguém abriu a janela do andar de baixo, que estava desocupado, e o gato entrou. Quando tentaram expulsá-lo da casa, e enxotá-lo para a rua, ele subiu as escadas e veio encostar-se à minha porta. Eu abri a porta, e ele entrou.
Não sabia se ele era meigo ou bravo, mas na altura nem me preocupei com isso. Arranjei-lhe um alguidar com areia, umas tacinhas de comida, e deixei-o sossegado no seu cantinho, enquanto telefonava para associações de protecção a animais e pedia que o recebessem.
Todas as associações me pediram para esperar, estavam lotadas. Na altura não sabia, mas agora sei que muita gente aproveita a época de Natal, tal como a de verão, para abandonar os seus animais, e os abrigos enchem-se desses bichinhos tristes e assustados.
Uns dias depois, e sem aviso, o gato levanta-se, vem na minha direcção, e começa a dar-me turrinhas. Fiquei tão contente, não propriamente por ele ser meigo, mas mais por ter confiado em mim!Claro que a partir daí ficou por cá; foi o meu primeiro gato, é o meu Chibbito.

Capítulo II - o Chibbito tem FIV

Durante algum tempo tudo esteve bem. O Chibbito comia, dormia no meu colo, tinha um comportamento perfeitamente normal para gato, a não ser o medo da rua que ainda hoje tem.
Um dia reparei que ele não tinha comido quase nada. Passaram-se mais alguns dias, e continuava a comer muito menos. Levei-o ao veterinário mais próximo, que reparou logo que ele tinha uma enorme gengivite, a boca quase toda inflamada, e alguns dentes em muito mau estado. As dores na boca impediam-no de se alimentar. Foi medicado imediatamente, mas o veterinário pediu-me para retirar sangue ao Chibbito, para fazer um teste do qual eu nunca tinha ouvido falar. Quando vieram os resultados, soubemos que ele era positivo a FIV.
O veterinário fez-me um quadro muito negro daquela doença: disse que era igual à SIDA dos seres humanos, disse que se podia pegar facilmente a outro gato, disse que ele não viveria muito tempo, mas que ia tentar controlar a infecção na boca.
Passou-se um mês, em que fui dia sim, dia não com o Chibbito levar injecções, mais uns quantos medicamentos, mas a infecção não melhorou, pelo contrário. O Chibbito já não parecia o mesmo gatinho. Estava magro, desconfiado, assustado, fugia de mim. O veterinário começou a falar-me em abate.
Lembro-me muito bem da minha aflição na altura, quando não percebia absolutamente nada de doenças de gatos, e só queria que o meu bichinho vivesse e fosse feliz. E tinha um veterinário a dizer-me que era melhor a eutanásia.
No meio do desespero, procurei um hospital veterinário. Não porque achasse que eram melhores (nem me passou tal coisa pela cabeça, afinal eram todos veterinários), mas porque poderiam interná-lo, e quem sabe dessa maneira ele pudesse sobreviver. E aqui mudou a história.

Capítulo III - o Chibbito tem FIV, mas não há problema!!!!

Imaginem o meu estado quando cheguei com o Chibbito ao hospital: aflita, desanimada, a achar que ele seria imediatamente intenado e que o caso dele era mesmo muito grave e urgente.

Expliquei a situação à pessoa que estava no atendimento, que permaneceu muito calma, e não chamou ninguém. Em vez disso pediu-me para esperar na sala, enquanto fazia a ficha do Chibbito. "Temos cá muitos casos desses", disse ela com um ar simpático e condescendente. Eu achei aquilo tudo muito estranho. Esperei algum tempo, até chegar a nossa vez, e lá fomos nós.
Os veterinários abriram-lhe a boca, deram-lhe imediatamente um medicamento injectável, com uma destreza que eu nunca tinha visto. Receitaram vários remédios para ele tomar, incluindo antidepressivos, que se justificavam perfeitamente no caso dele, mas que eu nem sabia que existiam para animais. Deram-me também um medicamento para estimular o sistema imunitário, que hoje eu reconheço como um medicamento comum para casos destes, mas do qual o outro veterinário também não me tinha falado. Mandaram-no para casa e marcaram uma cirurgia para daí a uns dias, para remover os dentes em mau estado. Nunca me falaram em eutanásia. Disseram-me que ele ia viver tantos anos como outro gato qualquer.
Explicaram-me que poderia ter outros gatos desde que estivessem todos castrados e se dessem bem, porque o contágio do FIV é praticamente impossível nessas condições (vejam o folheto informativo em anexo).
Pouco a pouco o Chibbito foi recuperando, fisica e psicologicamente. Em alguns meses tornou-se num gatarrão como eu nunca tinha conhecido antes. Desde que foi tratado nunca mais teve nenhum sintoma ou recaída. Tenho mais 3 gatas, todas esterilizadas, com quem ele convive em grande harmonia. Costumo ter bebés para adopção, que recolho da rua, e que o Chibbito adora e lambe de alto a baixo. Não há qualquer perigo de transmissão do FIV por estas lambidelas.
Este é o meu Chibbito, um lindo gato que poderia ter sido eutanasiado há anos se eu não tivesse procurado uma segunda hipótese.

Conclusão

Infelizmente, nem todos os veterinários estão bem informados e actualizados, tal como acontece em qualquer outra profissão.

Em relação ao FIV, em particular, criaram-se preconceitos e confusões que tiram a vida a animais, e que deixam os donos traumatizados e em pânico.

Para qualquer doença grave que aflija pessoas ou animais, deve pedir-se sempre uma segunda opinião. Para o FIV em particular, não deixem que ninguém vos diga o que me disseram a mim "É FIV, não há nada a fazer". Pelo contrário, há muito a fazer. E o primeiro passo é informar as pessoas, para que muitas vidas se salvem.

Olhem para o Chibbito. Não valeu a pena?


Sara Nobre, Dezembro de 2008