sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Quico Patolas, adoptado (sort of)!


O Quico foi adoptado. Muitos meses e alguns quilos depois das suas aventuras, tem uma casa com mais três malvadinhos peludos. Não se dão muito bem, mas é o que se arranja.
Vamos ver se se porta bem e se emagrece um bocado :D

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A Ritz

Mais uma gatita perdida, abandonada (?). Andava há alguns dias naquela rua, confirmaram as pessoas que lá vivem, que não a conheciam de lado nenhum, mas também não a ajudaram. Estava magrinha e tinha uma coleira. Foi recolhida por uma FAT amiga e foram distribuídos cartazes na tentativa de encontrar o dono.


Tem 1 ou 2 anos, é muito bonita e tem mau-feitio :D Marcou-se uma OVH mas já estava esterilizada. Não ficou para adopção, porque a Família de Acolhimento Temporário vai ser Família de Acolhimento Definitivo.
Happy end!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Conto de Natal

Capítulo I - Tenho um gato em casa

No final do dia 25 de Dezembro de 2003 voltei para casa, depois de ter ido passar o Natal com a minha família.
Abri a janela para arejar a casa, e por acaso olhei para fora. Num telhado junto à janela do andar de baixo estava um gato, que eu nunca tinha visto ali. Pensei que ele se fosse embora, mas no dia seguinte ainda lá estava, e no outro também.
Fiquei preocupada, ele não tinha nem comida nem água. Comecei a pendurar pratinhos com comida e água, e a seguir atirei um saco de desporto aberto, com mantinhas lá dentro, porque estava tanto frio... Um dia, alguém abriu a janela do andar de baixo, que estava desocupado, e o gato entrou. Quando tentaram expulsá-lo da casa, e enxotá-lo para a rua, ele subiu as escadas e veio encostar-se à minha porta. Eu abri a porta, e ele entrou.
Não sabia se ele era meigo ou bravo, mas na altura nem me preocupei com isso. Arranjei-lhe um alguidar com areia, umas tacinhas de comida, e deixei-o sossegado no seu cantinho, enquanto telefonava para associações de protecção a animais e pedia que o recebessem.
Todas as associações me pediram para esperar, estavam lotadas. Na altura não sabia, mas agora sei que muita gente aproveita a época de Natal, tal como a de verão, para abandonar os seus animais, e os abrigos enchem-se desses bichinhos tristes e assustados.
Uns dias depois, e sem aviso, o gato levanta-se, vem na minha direcção, e começa a dar-me turrinhas. Fiquei tão contente, não propriamente por ele ser meigo, mas mais por ter confiado em mim!Claro que a partir daí ficou por cá; foi o meu primeiro gato, é o meu Chibbito.

Capítulo II - o Chibbito tem FIV

Durante algum tempo tudo esteve bem. O Chibbito comia, dormia no meu colo, tinha um comportamento perfeitamente normal para gato, a não ser o medo da rua que ainda hoje tem.
Um dia reparei que ele não tinha comido quase nada. Passaram-se mais alguns dias, e continuava a comer muito menos. Levei-o ao veterinário mais próximo, que reparou logo que ele tinha uma enorme gengivite, a boca quase toda inflamada, e alguns dentes em muito mau estado. As dores na boca impediam-no de se alimentar. Foi medicado imediatamente, mas o veterinário pediu-me para retirar sangue ao Chibbito, para fazer um teste do qual eu nunca tinha ouvido falar. Quando vieram os resultados, soubemos que ele era positivo a FIV.
O veterinário fez-me um quadro muito negro daquela doença: disse que era igual à SIDA dos seres humanos, disse que se podia pegar facilmente a outro gato, disse que ele não viveria muito tempo, mas que ia tentar controlar a infecção na boca.
Passou-se um mês, em que fui dia sim, dia não com o Chibbito levar injecções, mais uns quantos medicamentos, mas a infecção não melhorou, pelo contrário. O Chibbito já não parecia o mesmo gatinho. Estava magro, desconfiado, assustado, fugia de mim. O veterinário começou a falar-me em abate.
Lembro-me muito bem da minha aflição na altura, quando não percebia absolutamente nada de doenças de gatos, e só queria que o meu bichinho vivesse e fosse feliz. E tinha um veterinário a dizer-me que era melhor a eutanásia.
No meio do desespero, procurei um hospital veterinário. Não porque achasse que eram melhores (nem me passou tal coisa pela cabeça, afinal eram todos veterinários), mas porque poderiam interná-lo, e quem sabe dessa maneira ele pudesse sobreviver. E aqui mudou a história.

Capítulo III - o Chibbito tem FIV, mas não há problema!!!!

Imaginem o meu estado quando cheguei com o Chibbito ao hospital: aflita, desanimada, a achar que ele seria imediatamente intenado e que o caso dele era mesmo muito grave e urgente.

Expliquei a situação à pessoa que estava no atendimento, que permaneceu muito calma, e não chamou ninguém. Em vez disso pediu-me para esperar na sala, enquanto fazia a ficha do Chibbito. "Temos cá muitos casos desses", disse ela com um ar simpático e condescendente. Eu achei aquilo tudo muito estranho. Esperei algum tempo, até chegar a nossa vez, e lá fomos nós.
Os veterinários abriram-lhe a boca, deram-lhe imediatamente um medicamento injectável, com uma destreza que eu nunca tinha visto. Receitaram vários remédios para ele tomar, incluindo antidepressivos, que se justificavam perfeitamente no caso dele, mas que eu nem sabia que existiam para animais. Deram-me também um medicamento para estimular o sistema imunitário, que hoje eu reconheço como um medicamento comum para casos destes, mas do qual o outro veterinário também não me tinha falado. Mandaram-no para casa e marcaram uma cirurgia para daí a uns dias, para remover os dentes em mau estado. Nunca me falaram em eutanásia. Disseram-me que ele ia viver tantos anos como outro gato qualquer.
Explicaram-me que poderia ter outros gatos desde que estivessem todos castrados e se dessem bem, porque o contágio do FIV é praticamente impossível nessas condições (vejam o folheto informativo em anexo).
Pouco a pouco o Chibbito foi recuperando, fisica e psicologicamente. Em alguns meses tornou-se num gatarrão como eu nunca tinha conhecido antes. Desde que foi tratado nunca mais teve nenhum sintoma ou recaída. Tenho mais 3 gatas, todas esterilizadas, com quem ele convive em grande harmonia. Costumo ter bebés para adopção, que recolho da rua, e que o Chibbito adora e lambe de alto a baixo. Não há qualquer perigo de transmissão do FIV por estas lambidelas.
Este é o meu Chibbito, um lindo gato que poderia ter sido eutanasiado há anos se eu não tivesse procurado uma segunda hipótese.

Conclusão

Infelizmente, nem todos os veterinários estão bem informados e actualizados, tal como acontece em qualquer outra profissão.

Em relação ao FIV, em particular, criaram-se preconceitos e confusões que tiram a vida a animais, e que deixam os donos traumatizados e em pânico.

Para qualquer doença grave que aflija pessoas ou animais, deve pedir-se sempre uma segunda opinião. Para o FIV em particular, não deixem que ninguém vos diga o que me disseram a mim "É FIV, não há nada a fazer". Pelo contrário, há muito a fazer. E o primeiro passo é informar as pessoas, para que muitas vidas se salvem.

Olhem para o Chibbito. Não valeu a pena?


Sara Nobre, Dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Yumi - Quando ele era ela

Lembram-se do pequeno Albanito Brás? Pois é, já depois de ter sido adoptado, chegou-se à conclusão de que afinal era uma "albanita" :) De Ahoshi, o seu nome passou a Yumi. Porta-se como uma princesinha de torneio medieval, observando os outros dois gatitos a disputar a sua atenção.
Aqui está a menina na casa nova, sózinha e com os dois manos:





quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Olinda

Por estes dias cinzentos, em nós e no tempo, capturámos a mãe dos Vicentinhos. Grávida, muito grávida. Foi operada e já voltou para a rua. Não terá mais ninhadas com pouca saúde.

Sê feliz, Olinda!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Os gatos do Sr. F.

'O Sr. F. alimenta uns gatos de rua e quer esterilizá-los.', disse-me a A., que tinha acabado de recolher um bébé muito corizento da última ninhada de umas das gatas em causa.

4 gatas

Havia sítio para fazer o P.O. - a oficina do Sr. F.-, pessoas que colaboravam e que concordavam plenamente com a esterilização de animais de rua. E, espanto maior, isto tudo neste mesmo bairro onde nos impedem de capturar gatos :)

Assim começou o primeiro projecto de 'Levamos o TNR a sua casa!' Com uma organização fabulosa, passe a imodéstia, lá fomos as duas, a SaraN e a A. Fornecemos o know-how ;) e a logística (jaulas, armadilhas, tabuleiros, comedouros, bebedouros, mantas e transportadoras), cápturamos 6 gatos (aí, o trabalho foi mais da SaraN), marcámos as operações, levámos e trouxemos os gatos ao veterinário que os operou, os AdR pagaram as 5 esterilizações e a castração. E temos agora a Nina, a Pinta, a Santa, a Maria, a Ostra e o Afonso de volta à rua, livres das lutas para acasalamento e de uma vida de ninhadas sem fim e de crias pouco saudáveis.

Ainda faltam mais uns 4 gatos, quem sabe retomamos em Janeiro...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Uma velhota com sorte!

Ao apelo que fizemos para a Thera, respondeu rapida e generosamente a F. Vóvó Thera passou a ser Thery, já foi esterilizada e foram-lhe retirados os tumores mamários (tinha mais do que inicialmente detectado), está em recuperação e muito, muito mimada.

Parece que está a viver uma segunda infância :) Segundo a dona, vai viver mais uns tantos anos, a nossa vóvó!

domingo, 23 de novembro de 2008

O Pinoco já tem casa!

O gato Pinoco foi hoje para a sua nova casa. Acabou assim a sua vida na rua, onde não estava bem, não é?
Agradecemos a divulgação aos Animais de Rua, onde a T. viu o anúncio do Pinoco.

Sê feliz, gato tímido com ódio a transportadoras!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Albanito também já tem casa!


Pouco a pouco (e muito lentamente) os nossos penduras vão sendo adoptados: foi a vez do pequeno Albanito Brás ir para a sua casinha! Foi adoptado por um casal e uma criança e tem ainda dois manos peludos para brincar.

Agora chama-se Aoshi, que quer dizer liberdade, em japonês.

A foto é desactualizada, mas fica o registo enquanto não temos fotos na casa nova.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A Thera

A Thera é uma gatinha de 13 anos, da qual a dona se queria "desfazer", e que ainda chegou a pôr na rua. Voltou a recolhê-la, não por algum tipo de remorso, mas porque a gatita conseguiu voltar a entrar no prédio e a vizinhança começou a falar. Mas a Thera já tinha o destino traçado: esperar que o genro da dona passasse lá por casa e a levasse para "resolver o assunto" (como aliás já tinha sucedido, anos antes, com um cãozito).


E agora?

A Pantera, nome muito adequado para uma gata tricolor, foi recolhida 'in-extremis' pela I. (a quem não podemos agradecer mais!). Trouxe consigo, como resultado de uma longa vida em comum, um pacote com um pouco de ração Friskie e uma tonelada de pulgas (apesar de não ir à rua). Revelou-se um doce de gatinha, embora muito assustada por ter tantas mudanças na sua vida em tão pouco espaço de tempo. Nestes bairros sabe-se tudo e sabemos que era regularmente espancada pela dona, de tal modo que tem a maior parte dos dentes partidos. Uma das razões para a expulsão, seria a Thera não fazer xixi no tabuleiro, o que até agora, não tem acontecido.

Uma visita ao veterinário para avaliar o seu estado de saúde descobriu um tumor mamário de alguma dimensão. Vai ser operada para ser esterilizada e remover a cadeia mamária, mas devido à sua idade (e, sobretudo, às condições de vida a que esteve sujeita), deverá fazer exames médicos prévios. Tudo isto vai sair muito caro, pelo que vamos precisar de ajuda monetária para tratar a Thera. Além do apoio monetário, precisávamos também de uma FAT que substitua a I. Neste momento, não temos espaço para acolher mais nenhum gato. Quando (se?) algum dos 6 penduras for adoptado, a Thera pode ficar com uma nós. Ao ritmo a que os nossos penduras são adoptados, isto pode levar ainda algum tempo. Responsabilizamo-nos por idas e vindas ao veterinário, ração, areia, tudo o que for necessário para a Thera ficar bem instalada.

Thera encolhida

Acima de tudo, a Thera precisa de uma Família a sério, que possa dar-lhe um resto de vida com o amor e carinho que só agora está a ter. Ela saberá agradecer.

domingo, 2 de novembro de 2008

Mais uma Vicentinha com casa

Hoje foi o dia de levar a Aura à casa dos donos. Contentes porque a gatinha ficou bem e foi para isso que a tirámos da rua.

beautiful kitten

Mas custa sempre, ainda mais quando se assistiu à transformação da Aurinha, gatinha assustada e quase fera-máxima, há umas semanas, agora já um doce de gata.

Sê feliz, querida!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O gato Pinoco

O gato Pinoco, já castrado, continua connosco. Porque se revelou meigo, porque sendo meigo nos custava voltar a pô-lo na rua; ainda tentámos saber se alguém o procurava... ninguém, esperança vã, mais um que ficou sem casa. Sem sítio para o manter até ser adoptado, foi testado para entrar para a UZ. Resultado do teste: FIV+. O que fazer: UZ, rua, FAT? Na UZ, ficaria uma eternidade, sem ser adoptado; na rua, continuava a custar-nos e a custar-nos cada vez mais; está por isso em FAT, Família de Acolhimento Temporário, sublinhando o temporário.

Pinoco em cima do micro-ondas

No início, deixava fazer festas mas estava sempre recolhido em cima do micro-ondas, muito tímido. Agora já anda à vontade, fica à janela, vai até à porta e faz grandes raves com o cobertor durante a noite.

Como gato amarelo (laranja), haveria imensos adoptantes. Mas ser FIV+ é um estigma que não é fácil de ultrapassar. Já temos o Quico, com o mesmo estigma, também grande e muito bonito.

Bem, não há-de ser nada, havemos de conseguir :D

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sammy, um rapaz crescido

O Sammy, ex-pequeno Elias, já é um gato grande e chegou a altura de ser castrado. A dona, cuidadosa, tratou de tudo como deve ser e... o Sammy, rapaz sempre espalhafatoso, não podia simplesmente ser castrado, tinha de arranjar complicações: um testículo incluso.

(fotografia tirada pela A.)

Tadinho! Estão a ver como estava bem disposto? :D




quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Suãozinho também já tem casa!

Ontem, foi a vez de outro dos Vicentinhos ir para a nova casinha.
Suão, o primeiro Vicentinho a ser apanhado, o mais meigo de todos. Sê feliz, pequenito!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Cabe sempre mais um (ou não?)


Uns rapazitos entregaram ontem este pequenito à L., não sem antes lhe darem um banho, porque cheirava 'muito mal'.

Pesa 400 gr, parece um saquinho de ossos, grande diarreia e ainda fome ainda maior. Nada que seja estranho a estes bichinhos abandonados; felizmente, não está corizento nem tinhoso.

Tem cerca de 5 semanas e daqui a 3 ou 4, se tudo correr bem, está pronto para ir para uma casa nova. Quem quer adoptar o Albanito Brás que é gatolindo? :D

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Aura, uma raposinha

A Aura Vicentinha, ferinha quase máxima, foi separada dos irmãos e revelou-se uma menina muito querida. Claro que, no princípio, bufava e dava patada mas isso passou-lhe rápido. Afinal, a gatinha não devia gostar dos manos, rapagões pouco delicados :-)

Aura elegante

Ronrona, brinca e dá a barriguinha, vem quando a chamo. Não se esconde de mim embora ainda se assuste um pouco com pessoas desconhecidas. Ou com a Tia Cláudia, não vá voltar para ao pé dos manos. Para além de tudo isto, é uma gatinha com umas cores lindas, parece uma raposinha. Sim, e tem umas grandes orelhas :D

domingo, 5 de outubro de 2008

Mistral tem casa

A Mistralzinha, fera máxima, foi hoje para a casa nova.

Mistralzinha de olhos abertos

À dona, a Mistral pareceu uma gata muito mimosa, quando a nós parecia uma ferinha - ferinha que gosta de festas e faz ronron. Vamos ver se a gatinha conquista a nova família e se a nova família é conquistada pela gatinha. Custa deixá-los ir, pensando sempre que é para bem dos bichanos (e das novas famílias também, claro!).

Sê feliz, Mistral!

sábado, 4 de outubro de 2008

9 penduras

9 é o total de gatos 'em trânsito' que temos ao nosso cuidado. Desde o início, tínhamos tido como regra 1 pendura na casa de cada uma, no máximo 2 em cada casa. Agora são 9!

De 8 já falámos (o Quico, o Luigi, os Vicentinhos e a Rosário), falta falar do Pinoco. Esta semana, além da tuga Rosário, capturámos e zás-tratámos o Pinoco, gato grande amarelo. Hélas!, não é o Fradique, o gato amarelo da Colónia Desgraçada, como tínhamos pensado quando o capturámos; é um gato muito meigo, bem tratado e com bons dentes. Abandonado ou com dono? Não sabemos e não sabemos o que fazer com ele... Por poucos dias ficará cá em casa, à espera de sabermos se tem dono ou não.